Rostos aparvalhados, rugados moribundos,
Olhos perdidos no vórtice da primazia;
A vida te toma pouco a pouco cada dia;
O tempo escasso de corações fecundos…

 

Tempo é máscara trajada da simpatia
Que mesmo longínquo nos célicos mundos,
Alimenta-se do vigor há todos segundos,
E nos engasga e nos mata de asfixia…

 

Perdidos… amor, famílias pela decrepitude,
Perdidos amigos, memórias do tempo vivido
Por esse roto melancólico do envelhecer…

 

Poesia é filosofar a nossa lassa finitude,
Refletir e chorar todo o tempo perdido,
E esbravejar e sofrer; é escrever para viver!

 

Gabriel G.

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